As línguas da União Europeia: relatório do grupo de intelectuais para o diálogo intercultural
A União Europeia (UE) tem 27 Estados-Membros e 23 línguas oficiais. Cada Estado-Membro, quando adere à UE, decide a língua ou línguas que pretende declarar como línguas oficiais da UE. Assim, são usadas as línguas escolhidas pelos próprios governos nacionais dos seus cidadãos, em vez de uma única língua. Esta política de multilinguismo oficial como instrumento de governo é única no mundo e assenta na convicção de que a utilização das línguas dos seus cidadãos garante maior transparência, legitimidade e eficiência.
No âmbito da cultura e da melhoria da qualidade de vida, a UE promove um conhecimento e utilização mais amplos de todas as suas línguas oficiais em todo o seu território. O grupo de intelectuais criado para aconselhar a Comissão sobre a contribuição do multilinguismo para o diálogo intercultural produziu um interessante relatório, intitulado «Um Desafio Salutar». No contexto do Ano Europeu do Diálogo Intercultural 2008, este grupo, presidido por Amin Maalouf, apresenta propostas sobre o modo como as línguas podem promover o diálogo intercultural e a compreensão mútua, estabelecendo um nexo claro entre a diversidade linguística e a integração europeia. O grupo debruça-se em especial sobre os cidadãos que têm uma «segunda língua materna», também chamada «língua pessoal adoptiva», com a qual se identificam por razões de ordem pessoal ou profissional.
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