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	<title>Arrastão</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
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		<title>I got a feeling, uuuuuhhh, uuuuuhhh</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 11:13:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[© rabiscos vieira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/eta-pinoquio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20691" title="eta pinoquio" src="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/eta-pinoquio.jpg" alt="" width="496" height="661" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #c0c0c0;">© rabiscos vieira</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #c0c0c0;"><br />
</span></p>
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		<title>Aprender com a Alemanha?</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 09:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A recuperação económica alemã, depois da abrupta quebra em 2009, está a suscitar apressadas análises comparativas que é possível resumir na seguinte fórmula: os EUA definham porque seguiram políticas keynesianas, assentes no aumento da despesa pública; a Alemanha recupera porque não foi nesta cantiga. Verdadeiro? Falso. O economista Dean Baker, do Center for Economic and [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-20683" src="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/dgb_demo_327x2201-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></p>
<p>A recuperação económica alemã, depois da abrupta quebra em 2009, está a suscitar apressadas análises comparativas que é possível resumir na seguinte fórmula: os EUA definham porque seguiram políticas keynesianas, assentes no aumento da despesa pública; a Alemanha recupera porque não foi nesta cantiga. Verdadeiro? Falso. O economista Dean Baker, do Center for Economic and Policy Research, <a href="http://www.cepr.net/index.php/blogs/beat-the-press/nonsense-from-deficit-hawks-threatens-to-keep-tens-of-millions-needlessly-unemployed">fez as contas</a> e concluiu que o consumo público aumentou, nos últimos dois anos e meio e em termos reais, mais na Alemanha do que nos Estados Unidos.</p>
<p>Uma coisa é a retórica política, outra é o que acontece no volúvel terreno da conjuntura &#8211; para já não falar no da estrutura: o Estado social alemão tem um peso maior, apesar de todas as restruturações neoliberais.</p>
<p>A Alemanha desenvolveu um esquema de protecção do emprego em épocas de recessão que assenta na redução pactuada e subsidiada publicamente do horário de trabalho, o que obviamente é facilitado pela tradição de negociação colectiva e pelos seus sindicatos mais fortes. Este modelo de partilha tem sido responsável pela menor destruição de emprego neste país.</p>
<p>Já em Portugal, e em linha com o objectivo de replicar o modelo selvagem de relações laborais norte-americano, os patrões querem que os funcionários trabalhem mais horas com o mesmo salário, num dos países onde mais se trabalha na Europa. Em altura de desemprego de massas, esta é uma prescrição para o desastre, só possível porque cheira a medo na economia.</p>
<p>O modelo alemão também tem características negativas: o crescimento antes da crise, apesar de tudo medíocre, assenta demasiado nas exportações e numa compressão do crescimento dos salários reais muito abaixo do crescimento, reduzido, da produtividade.</p>
<p>Isto contribuiu para acentuar os desequilíbrios económicos, com a acumulação de excedentes comerciais pela Alemanha a corresponder inevitavelmente à acumulação de défices nas periferias e a fluxos de capitais privados descontrolados para os financiar, fluxos esses que geraram demasiadas bolhas especulativas nas periferias, já que a Alemanha escapou a uma bolha imobiliária. Os problemas, graves, no sistema financeiro alemão devem-se ao apetite dos bancos, dado o reduzido endividamento germânico, pelo lixo tóxico produzido, do outro lado do Atlântico, por um capitalismo mais disfuncional.</p>
<p>A vontade alemã de controlar o sistema financeiro, de que são exemplo as últimas propostas sobre a taxação dos bancos para que se crie um fundo a accionar em períodos de crise, oferece, neste contexto, uma boa pista.</p>
<p>Se a recuperação alemã beneficiou do euro mais fraco para exportar para fora da Europa, duas combinações que ajudaram à recuperação das exportações portuguesas, também é verdade que a compressão continuada do mercado interno europeu, devido às irracionais políticas de austeridade nas periferias, e as dificuldades dos Estados Unidos, onde a política de estímulos e de reforma não esteve ainda à altura da dimensão do colapso económico e do New Deal que se exigiria, minam a prazo o sucesso limitado da Alemanha.</p>
<p><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/76882-aprender-com-alemanha">Crónica i</a></p>
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		<title>A frieza da dúvida</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 08:30:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por princípio duvido. Sempre. Não é cinismo, é apenas uma forma de me obrigar a pensar. A dúvida não pode paralisar. Tem de corresponder a um método que nos leve a algum lado. Mas precisamos sempre dela. E quando se trata de tirar a liberdade a alguém a colar-lhe para sempre a rótulo de pedófilo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-20658" title="Carlos-Cruz" src="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/Carlos-Cruz.jpg" alt="" width="578" height="406" /></p>
<p>Por princípio duvido. Sempre. Não é cinismo, é apenas uma forma de me obrigar a pensar. A dúvida não pode paralisar. Tem de corresponder a um método que nos leve a algum lado. Mas precisamos sempre dela. E quando se trata de tirar a liberdade a alguém a colar-lhe para sempre a rótulo de pedófilo a dúvida é a única atitude aceitável.</p>
<p>Tudo no processo Casa Pia nos manda estar do lado certo. Trata-se de um crime que fere de forma profunda a sensibilidade de todos. Nem é preciso ser especialmente sensível ou sequer bem formado para sentir a revolta. E ainda por cima com crianças institucionalizadas. As mais desprotegidas. E sabendo-se que foram de facto repetidamente abusadas.</p>
<p>A trama não deixa espaço para meias-tintas. De um lado adultos, do outro crianças e adolescentes. De um lado ricos, do outro pobres. De um lado poderosos, do outro os mais desprotegidos dos desprotegidos. E isto num pais onde a impunidade se compra. Como duvidar?</p>
<p>Pelo contrário, é quando a emoção exige certezas que temos de nos impor a dúvida no nosso espírito.</p>
<p>Todas as investigações de abuso sexual são difíceis. Sobretudo quando acontecem, como a maior parte das vezes acontecem, em contexto familiar. É a palavra da criança, confusa, vulnerável, traumatizada e assustada, contra a do abusador, adulto, maduro, dominador e racional. E quando tudo aconteceu longe dos olhos de todos.</p>
<p>Não é bem o caso deste processo. São várias vítimas e vários abusadores. Gente que se tinha de contactar e de se deslocar. Neste tipo de crime, trata-se, apesar de tudo, de uma investigação mais fácil porque os abusadores estiveram mais expostos. Sobretudo os que são figuras publicas facilmente reconhecidas.</p>
<p>Infelizmente, sabemos quais foram as penas mas não temos ainda acesso à sentença (o que é absurdo, num caso com este grau de mediatização, depois de seis anos de julgamento e quando as últimas alegações foram ouvidas em Fevereiro de 2009) nem conhecemos a fundamentação para cada uma delas (coisa inaceitável num caso com este melindre público). Tudo só pode ser dito e escrito com uma reserva que não era suposto existir depois da condenação.</p>
<p>Sabemos que as provas contra os condenados, com a excepção de Carlos Silvino, se baseiam nos testemunhos das vítimas. Não há, pelo que percebi, provas circunstanciais.</p>
<p>Sempre com a reserva que a informação incompleta obriga, sabe-se que , com excepção de Manuel Abrantes e Carlos Silvino (um era motorista do outro) e de um telefonema do consultório de Ferreira Diniz para Rito, que terá tido outra origem, não há um registo de telefonema para Carlos Silvino, outro abusador ou vítimas de nenhum dos acusados. Isto apesar de milhões de registos de um período de dez anos investigados. Nada. Em dez anos, com tantos encontros e tanta gente nesta rede, nunca ninguém falou com ninguém. E sabemos que estes registos só foram incluídos no processo a pedido dos arguídos. O Ministério Público considerva uma não prova.</p>
<p>Apesar de serem seis abusadores e sete abusados (os outros 25 referem-se apenas a Silvino), nunca ninguém, a não ser os assistentes neste processo, viu os condenados próximo de nenhum dos doze lugares que tantas vezes terão visitado. A não ser a empregada de Ferreira Diniz que disse que terá visto Carlos Cruz sentado na sala de espera da sua clínica, coisa que não ficou muito clara em julgamento e que desconheço se estará sequer na fundamentação da sentença. Isto apesar de Carlos Cruz ser, à época, uma das figuras mais conhecidas deste País e de dificilmente escapar à atenção de qualquer pessoa. E não foi por não se procurar: foram ouvidas 900  testemunhas, cem só em Elvas. E nunca ninguém viu nada em nenhum dos doze locais.</p>
<p>Três dos doze locais chegaram a ser identificados com morada certa e deixaram de o ser quando se mostrou impossível que ali tivessem acontecido os crimes. Passaram então a ser identificados como um prédio nos números impares da Alameda Afonso Henriques, outro na Avenida da República perto da Feira Popular e uma moradia algures no Restelo, para lá de um outro que já era identificado como um lugar não determinado da Buraca. Como puderam, nestes casos, os arguidos defender-se quando nem é possível encontrar testemunhas?</p>
<p>A descrição da casa de Elvas feita pelas vítimas estava toda errada, sendo certo que não houve obras na casa até à prisão do acusado. Mais: uma das vítimas fora lá ainda antes, na companhia de uma jornalista da TVI. A jornalista depôs em tribunal e explicou que o queixoso estava à nora. E à casa de Elvas, descrita como centro de orgias, afinal só foi, segundo a sentença, Carlos Cruz.</p>
<p>Como se pôde ouvir na leitura da sentença, grande parte das datas é de uma enorme imprecisão. Há mesmo dois casos envolvendo Carlos Cruz em que se situa um crime algures num trimestre. Como é possível provar a inocência num espaço tão dilatado de tempo?</p>
<p>Sem provas circunstanciais, pequenas que sejam, restou a palavra das vítimas. Imprecisa, difusa e, neste processo, muitas vezes contraditória. Coisa natural, dado a distância temporal e o trauma, dirão e eu concordo. Mas como se podem defender os acusados quando a única coisa que sobra é essa imprecisão? Sem contar que algumas das vítimas acusaram pessoas de crimes que se vieram a provar sem fundamento.</p>
<p>Não conheço Carlos Cruz ou qualquer outro dos condenados. Não tenho por eles nem simpatia nem antipatia. Não tenho qualquer convicção em relação à sua culpa ou inocência. Sei que duvidar da palavra de vítimas de abuso sexual pode ser de uma enorme crueldade. Mas sei que noutros países já aconteceram processos destes que se vieram a provar infundados. Que sem nada que sustente a culpa a não ser a palavra das vítimas estaremos num terreno pantanoso.</p>
<p>Se acho que as vítimas mentiram? Nem sim, nem não. Não tenho como saber de uma forma rigorosa e racional. A emoção diz-me que não, mas a razão não me diz nada. Se acho que, não mentido, têm obrigação de se recordar com precisão de datas e de casas? Claro que não. Só têm obrigação de dizer a verdade com o rigor que lhes é possível.</p>
<p>Repito: não tenho qualquer convicção nesta matéria. Mas tenho muitas dúvidas, baseadas em factos e não em emoções (essas levar-me-iam para a condenação certa), sobre esta investigação e este julgamento, nos quais abundaram episódios caricatos. Por isso, não me junto ao coro de festejos populares. Porque ele resulta quase exclusivamente de julgamentos emocionais pouco informados (os poderosos tinham de ser culpados) e porque estas dúvidas não me deixam descansado. E se algum destes condenados for inocente? E se não tiveram, perante tanta imprecisão, forma de se defender? E se as vítimas não estivessem a dizer a verdade quando mais nada existe a não ser a sua palavra? Imaginam a monstruosidade?</p>
<p>Seria excelente estar do lado da certeza reconfortante: o poder mediático e económico não conseguiu calar a justiça e por uma vez as vítimas viram as suas vidas destruídas vingadas. Mas se não for assim? Se algum dos condenados não for abusador? A frieza sinistra da dúvida é lixada. Mas é a única coisa que nos salva da injustiça das verdades feitas. E os factos que conheço sobre esta investigação não me dão as certezas de que precisava.</p>
<p><strong>Texto publicado no <a href="http://aeiou.expresso.pt/a-frieza-da-duvida=f602322" target="_blank">Expresso Online</a></strong></p>
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		<title>Seminário &#8211; Como se faz um Povo</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 22:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;8 SET &#124; Sala Geradores MUSEU DA ELECTRICIDADE Entrada livre &#124; Lotação Limitada Inscrições fundacaoedp@edp.pt 210028130 Integrado na Exposição Povo-People Confere Certificado de Participação A Exposição Povo-people envolveu programas de investigação nas seguintes áreas: história, artes plásticas, filosofia, documentário e música. O presente seminário, que se realiza a poucos dias do encerramento da exposição, é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-20672" src="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/ColoquioPOVOagenda1.jpg" alt="" width="175" height="145" /></p>
<p>&#8220;8 SET | Sala Geradores</p>
<p>MUSEU DA ELECTRICIDADE</p>
<p>Entrada livre | Lotação Limitada</p>
<p><strong>Inscrições<br />
</strong><a href="mailto:fundacaoedp@edp.ptTelf">fundacaoedp@edp.pt<br />
</a>210028130</p>
<p>Integrado na Exposição Povo-People<br />
Confere Certificado de Participação</p>
<p>A Exposição Povo-people envolveu programas de investigação nas seguintes áreas: história, artes plásticas, filosofia, documentário e música. O presente seminário, que se realiza a poucos dias do encerramento da exposição, é a oportunidade para apresentar e discutir os resultados dos trabalhos realizados e dar início a futuros debates.</p>
<p><span id="more-20670"></span><br />
<strong>PROGRAMA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>10h15 | <strong>Recepção dos inscritos<br />
</strong></p>
<p>10h30 |<strong> VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO<br />
</strong><br />
Com João Pinharanda e José Manuel dos Santos, respectivamente comissário artístico e comissário coordenador da exposição.</p>
<p>11h30 | <strong>Debate: A HISTÓRIA E O POVO<br />
</strong><br />
Trinta e dois investigadores, entre os quais historiadores, antropólogos e sociólogos, realizaram trabalhos em torno das representações e práticas populares na História Contemporânea de Portugal. Esses trabalhos são ponto de partida para um debate que contará com as intervenções de Fernando Oliveira Baptista e de Manuela Ribeiro Sanches, assim como dos autores que participaram no livro Como se Faz um Povo – Ensaios em História Contemporânea de Portugal. A moderação do debate estará a cargo de José Neves, coordenador do livro e comissário científico da exposição.</p>
<p>| Intervalo de Almoço</p>
<p>15h | <strong>Conversa: O POVO FILMADO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A exposição Povo-People implicou um trabalho de pesquisa em arquivos de imagens em movimento que, do documentário à televisão, permitisse dar conta da história das práticas populares a nível da política, do trabalho ou dos lazeres, e de caminho permitisse questionar as mudanças nos modos de filmar o povo. Esse trabalho é o mote para uma conversa com Diana Andringa, comissária da exposição para o audiovisual e coordenadora da equipa que realizou os filmes.</p>
<p>16h15 | <strong>Debate: A POLÍTICA DOS MUITOS</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Na sua dimensão política, a palavra povo convoca o debate em torno dos sujeitos colectivos. A partir do livro A Política dos Muitos – Povo, Classes e Multidão, que reúne textos de autores como Eric Hobsbawm, Michel Foucault, Giorgio Agamben, Antonio Negri ou Jacques Rancière, António Guerreiro e Nuno Nabais intervêm num debate moderado por Bruno Peixe Dias, organizador do livro, juntamente com José Neves.</p>
<p>18h15 | <strong>Conferência de Encerramento: ANTONIO NEGRI – ENTRE POVO E MULTIDÃO, O COMUM</strong>.</p>
<p>Nascido em Pádua em 1933, Antonio Negri é autor de inúmeros livros, tendo publicado recentemente Commonwealth. Com este livro, e depois de Império, uma das obras políticas que alcançou maior impacto no novo século, e de Multidão, Negri completou uma trilogia escrita em parceria com Michael Hardt e na qual os dois autores procuram construir uma nova gramática política, reactualizando experiências políticas e sociais dos anos 60 e 70 à luz dos actuais processos de globalização. Com tradução simultânea.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.edp.pt/pt/sustentabilidade/fundacoes/fundacaoedp/agenda/Pages/SEMINARIOCOMOSEFAZUMPOVO.aspx">Daqui</a></p>
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		<title>Judd&#8217;s brew</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 21:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Lavos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Ashley Judd e Miles Davis. Um par improvável, mas respeitemos estas ligações subterrâneas. Judd será a melhor actriz de segunda linha de Hollywood. Um filme série B, o habitat natural de Judd e das suas semelhantes &#8211; por exemplo, Laura Linney ou Marcia Gay Harden, mas Judd será outro campeonato. O filme a que me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/ashley_judd_4.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-20667" title="ashley_judd_4" src="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/ashley_judd_4-300x293.jpg" alt="" width="300" height="293" /></a></p>
<p>Ashley Judd e Miles Davis. Um par improvável, mas respeitemos estas ligações subterrâneas. Judd será a melhor actriz de segunda linha de Hollywood. Um filme série B, o habitat natural de Judd e das suas semelhantes &#8211; por exemplo, Laura Linney ou Marcia Gay Harden, mas Judd será outro campeonato. O filme a que me refiro, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0150377/" target="_blank">Double Jeopardy</a>, é um policial muito bem servido pela dupla Judd/Tommy Lee Jones (o grande secundário finalmente reconhecido em <em>No Country for Old Men</em>), e apenas respira porque os dois lhe conseguem insuflar uma vitalidade inusitada. A sequência final, passada em Nova Orleães (cidade espantosa, imagino, um daqueles pontos de passagem obrigatórios no mapa dos lugares por visitar) tem um ritmo bem cadenciado, e alguns planos certeiros filmados nas ruas de uma cidade alucinada em tempo de M<em>ardi Gras</em>. E a sequência do cemitério é marcante. Claro, de Davis foi agora reeditado <em>Bitches Brew</em>, aquele disco que conseguiu arrasar a concorrência &#8211; e sim, falo de <em>Sgt&#8217;s Pepper</em>, <em>Their Satanic Majesties Request</em> ou <em>The Piper at the Gates of Dawn -</em>, transformando o psicadelismo em mais do que uma brincadeira de crianças. Disco de Nova Orleães? Não sei, mas não devemos esquecer que <a href="http://www.imdb.com/title/tt0064276/" target="_blank">Easy Rider</a> termina na cidade do sul, apoteose delirante e trágica de uma ideia de liberdade plena e utópica. Tudo é possível.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dc7qiosq4m4?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="385" src="http://www.youtube.com/v/dc7qiosq4m4?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>De Itália, com amor</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 17:38:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Sena Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20662" class="wp-caption alignnone" style="width: 360px"><a href="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/IMG_0422.jpg"><img class="size-large wp-image-20662" title="IMG_0422" src="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/IMG_0422-768x1024.jpg" alt="" width="350" /> </a><p class="wp-caption-text">Trento, Setembro de 2010</p></div>
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		<title>liberté, egalité, déportation</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 00:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[© rabiscos vieira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/ciganos1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20655" title="ciganos" src="http://cache.tubaraoesquilo.pt/ficheiros/arrastao/2010/09/ciganos1.jpg" alt="" width="496" height="661" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #c0c0c0;">© rabiscos vieira</span></p>
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		<title>4-4 em piloto automático</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 22:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Lavos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São estes: - Cristiano Ronaldo - Ricardo Quaresma - Nani - Ricardo Carvalho - Bruno Alves - Fábio Coentrão - Bosingwa - Pepe - Eduardo - João Moutinho etc Talvez a melhor geração de jogadores portugueses, e tem o azar de levar com uma federação constituída por carreiristas e lambe-botas dos presidentes dos clubes, mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São estes:</p>
<p>- Cristiano Ronaldo</p>
<p>- Ricardo Quaresma</p>
<p>- Nani</p>
<p>- Ricardo Carvalho</p>
<p>- Bruno Alves</p>
<p>- Fábio Coentrão</p>
<p>- Bosingwa</p>
<p>- Pepe</p>
<p>- Eduardo</p>
<p>- João Moutinho</p>
<p>etc</p>
<p>Talvez a melhor geração de jogadores portugueses, e tem o azar de levar com uma federação constituída por carreiristas e lambe-botas dos presidentes dos clubes, mais um secretário de estado cretino, mais uma equipa técnica incompetente. Dez mil pessoas deslocaram-se ao estádio para assistir. Estão todos de parabéns, a maior parte de nós não tem estômago para tanto.</p>
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		<title>Jogo disputado</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:54:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Sena Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A certa altura a grande curiosidade estava em saber quem marcaria mais golos, se os cipriotas turcos, se os cipriotas gregos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A certa altura a grande curiosidade estava em saber quem marcaria mais golos, se os cipriotas turcos, se os cipriotas gregos. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quando Portugal perdeu a inocência</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 17:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Oito anos depois, pode dizer-se que, em muitos aspectos, Portugal perdeu a inocência com o processo Casa Pia. Ele pôs a nu muitas das debilidades da nossa democracia. Antes de mais, pôs a nu a ineficácia – ou mesmo o amadorismo – do nosso sistema de justiça. Depois de muitos episódios caricatos e kafkeanos, demorou-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oito anos depois, pode dizer-se que, em muitos aspectos, Portugal perdeu a inocência com o processo Casa Pia. Ele pôs a nu muitas das debilidades da nossa democracia. </p>
<p>Antes de mais, pôs a nu a ineficácia – ou mesmo o amadorismo – do nosso sistema de justiça. Depois de muitos episódios caricatos e kafkeanos,  demorou-se oito anos para uma sentença. Tantos anos depois é difícil falar sequer de justiça: vítimas e acusados passaram oito anos de sofrimento e a coisa ainda não acabou. E ficámos a saber a importância que têm as lutas entre corporações na justiça e como os seus agentes são permeáveis a todo o tipo de pressões.</p>
<p>Depois, pôs a nu a fragilidade da nossa democracia institucional. Vale a pena não esquecer que este processo decapitou a direcção do então maior partido da oposição envolvendo pessoas que nem sequer se sentaram no banco dos réus e lançando a mais abjecta lama sobre gente que nem chegou a ser arguida. Ficámos a perceber que a nossa democracia pode ser abalada por acusações sem fundamento.</p>
<p>Por fim, pôs a nu a ausência de fronteiras deontológicas de demasiados jornalistas. O boato, a informação não confirmada, os recados de acusação e defesa sem qualquer investigação, o voyerismo sem qualquer conteúdo. Valeu tudo nos primeiros anos deste processo. Ninguém respondeu por isso. E foram poucos os jornalistas a revoltarem-se. </p>
<p>Não quero acreditar que no meu País alguém é condenado por um crime tão grave sem que se tenha a segurança absoluta da sua culpa – sei que o País está cheio de certezas, mesmo sem conhecer uma linha do processo –, e por isso tenho de partir do princípio que a prova produzida justifica todas as condenações. Seria demasiado preocupante que assim não fosse. O que lamento é ter verificado que num processo com tanto melindre a irresponsabilidade e a leviandade tenham sido tantas vezes o que mais sobressaiu. O facto de figuras como Pedro Namora, um justiceiro execrável sedento de protagonismo, tenha sido a figura mais popular do dia de hoje só me deixa preocupado. </p>
<p>Espero que tenha sido feita justiça e que os culpados cumpram as penas que merecem pelos seus indesculpáveis crimes. Mas ninguém com  o estômago em funcionamento pode deixar de se sentir incomodado com tudo o que este processo revelou do nosso País.</p>
<p><em>Curiosamente, a instituição Casa Pia tem aparecido muitas vezes como vítima neste processo. Pelo contrário, estando estas crianças à sua guarda, ela é uma das principais responsáveis por tudo o que aconteceu. E este foi o debate que ficou por fazer de forma séria: como foram e como são tratadas e defendidas as crianças que estão à guarda de instituições deste género.</em></p>
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